Em busca de entender tudo sobre câncer de pele, quais os sintomas? Então, fique conosco até o final deste artigo. Mas antes, vamos entender um pouco do problema. O câncer de pele, em suas diversas formas, é o tipo de câncer mais comum no Brasil, com milhões de casos registrados anualmente. Apesar da alta incidência, a boa notícia é que, quando detectado precocemente, apresenta índices de cura extremamente promissores.
É nesse contexto que a informação se torna fundamental para o diagnóstico precoce, capaz de salvar vidas.
O que é o câncer de pele?
Em resumo, o câncer de pele se caracteriza pelo crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele. Esse crescimento desenfreado pode resultar em tumores, os quais podem se espalhar para outras partes do corpo caso não sejam tratados a tempo.
Quais os tipos de câncer de pele?
Para uma melhor compreensão dos sintomas, vamos explorar brevemente os tipos mais comuns de câncer de pele:
Carcinoma basocelular (não melanoma): O carcinoma basocelular, o tipo mais comum de câncer de pele, origina-se de células específicas da camada externa da pele, conhecida como epiderme. Geralmente, manifesta-se como um pequeno nódulo brilhante na pele, que cresce lentamente ao longo do tempo. Esses nódulos podem eventualmente ulcerar, formando crostas com possibilidade de sangramento, ou apresentar-se de forma plana, semelhante a uma cicatriz. Embora sua aparência muitas vezes permita uma identificação inicial, os médicos frequentemente recomendam biópsias para confirmar o diagnóstico.
Carcinoma espinocelular (não melanoma): O carcinoma espinocelular é identificado por uma área avermelhada com crostas, apresentando lesões bem delimitadas de bordas irregulares. Originado na camada superficial da epiderme, geralmente afeta áreas expostas ao sol, mas também pode surgir em cicatrizes antigas ou lesões crônicas da pele em diversas partes do corpo.
Melanoma: O melanoma, um tipo de câncer de pele, pode surgir em qualquer parte do corpo, tanto na pele quanto nas mucosas, apresentando-se como manchas, pintas ou sinais. Embora o câncer de pele seja o mais comum no Brasil, representando cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no país, o melanoma é responsável por apenas 3% das neoplasias malignas da pele. Este tipo de câncer é o mais grave devido à sua alta tendência de metastização (disseminação para outros órgãos). O prognóstico pode ser favorável se diagnosticado precocemente.
Fonte imagem: G1
Câncer de pele quais os sintomas?
Sinais e sintomas que exigem atenção redobrada
A chave para o diagnóstico precoce reside na identificação precisa de sinais e sintomas específicos.
Fique atento a:
- Novas pintas ou mudanças em pintas existentes: assimetria, bordas irregulares, variações de cor, crescimento e elevação são características que demandam atenção imediata.
- Feridas que se recusam a cicatrizar: úlceras persistentes, mesmo pequenas, podem ser um sinal de alerta.
- Manchas avermelhadas ou rosadas: que coçam, descamam, crostam ou sangram, podem indicar um carcinoma basocelular ou espinocelular.
- Manchas escuras em crescimento ou mudança de forma: Geralmente, são sinais de melanoma, o tipo mais grave de câncer de pele.
Explorando os sintomas e sinais do câncer de pele em detalhes
1. Novas pintas ou mudanças em pintas existentes:
- Assimetria: pintas simétricas apresentam lados iguais, enquanto as assimétricas possuem lados diferentes.
- Bordas irregulares: bordas lisas e definidas são características de pintas benignas. Bordas irregulares, com saliências ou entalhes, podem indicar um problema.
- Variações de cor: pintas benignas geralmente apresentam uma cor uniforme. Variações de tons, como marrom, preto, vermelho, branco ou azul, podem ser um sinal de alerta.
- Crescimento: pintas benignas geralmente não aumentam de tamanho. Crescimento constante ou repentino pode ser um indicativo de câncer de pele.
- Elevação: pintas benignas geralmente são planas. Elevação da pinta acima da superfície da pele pode ser um sinal de alerta.
2. Feridas que se recusam a cicatrizar:
- Úlceras persistentes: pequenas feridas que não cicatrizam em até 4 semanas, mesmo sem coceira ou dor, podem ser um sinal.
- Bordas endurecidas: feridas com bordas peroladas ou elevadas, que podem sangrar ou crostar, podem indicar um problema.
3. Manchas avermelhadas ou rosadas:
- Manchas com coceira: coceira persistente em uma mancha avermelhada ou rosada pode ser um sinal.
- Descamação e crostas: descamação persistente ou crostas em uma mancha avermelhada ou rosada podem indicar câncer de pele.
4. Manchas escuras em crescimento ou mudança de forma:
- Manchas escuras: manchas escuras que possuem coloração irregular, com tons de marrom, preto, vermelho, branco ou azul misturados, podem indicar melanoma.
- Evolução rápida: mudanças perceptíveis na mancha escura em um curto período, como semanas ou meses, requerem atenção imediata.
Outros sintomas a considerar:
- Sensação de ardência ou dores atípicas: ardência persistente, dor ou sensibilidade em uma pinta ou mancha podem ser sinais de alerta.
- Sangramento inexplicável: sangramento recorrente em uma pinta ou mancha, mesmo sem ferimento aparente, necessita investigação.
- Variação ao redor da pinta: notar uma vermelhidão, irritação e até inflamações nas áreas circundantes de manchas e pintas não é comum e merece atenção.
Porém é importante reforçar que nem toda pinta ou mancha é sinal de câncer, mas qualquer alteração suspeita deve ser avaliada por um dermatologista sem hesitação.
Câncer de pele – regra do ABCDE
A Regra do ABCDE é fundamental na identificação de lesões suspeitas de melanoma, especialmente relacionadas a pintas. Embora a maioria das alterações não seja cancerígena, é importante que sejam avaliadas por um dermatologista. Somente ele pode determinar se uma biópsia ou exames adicionais são necessários.
Ao fazer as seguintes perguntas e aplicar a Regra do ABCDE, você pode compreender melhor a urgência de procurar um dermatologista.
Siga a regra do ABCDE:
- Assimetria: As duas metades da pinta são diferentes?
- Borda: A borda da pinta é irregular?
- Cor: A pinta apresenta várias cores?
- Diâmetro: A pinta tem mais de 5mm?
- Evolução: A pinta mudou de formato, tamanho ou cor?
Fonte imagem: Melanoma Brasil
Quando procurar um dermatologista?
Não hesite em consultar um dermatologista se você notar qualquer alteração suspeita em sua pele, independentemente de se enquadrar exatamente nos sinais descritos. Lembre-se, o diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento.
Prevenção: Sol sim, mas com segurança
A exposição excessiva ao sol é o principal fator de risco para o câncer de pele. Por isso, medidas preventivas são essenciais para sua segurança:
- Use protetor solar com FPS 30 ou superior: reaplique a cada 2 horas e após sudorese.
- Busque a sombra: evite o sol entre 10h e 16h, quando os raios UV estão mais intensos.
- Vista-se e proteja-se: use roupas adequadas e chapéus de abas largas para proteger sua pele.
- Conheça seus sinais: examine sua pele regularmente e procure um dermatologista para acompanhamento.
Conclusão:
Diante da prevalência do câncer de pele no Brasil e da sua potencial gravidade, a informação é a melhor aliada para o diagnóstico precoce e, consequentemente, para melhores chances de cura.
Reconhecer os sintomas e sinais específicos, como mudanças em pintas, feridas que não cicatrizam e manchas incomuns, é fundamental para buscar assistência médica especializada.
Além disso, medidas preventivas simples, como o uso de protetor solar e a busca por sombra durante os horários de maior incidência solar, são importantes para proteger a pele. Ao adotar essas práticas e estar atento às alterações na pele, cada pessoa pode contribuir significativamente para sua própria saúde.
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